É
difícil encontrar nas sociedades modernas um conjunto de
serviços que sejam tão importantes para os cidadãos
como os relacionados com a Saúde.
O nosso País não constitui, nesta matéria,
excepção. Os serviços de Saúde figuram
na lista dos mais frequentados pelos portugueses e aqueles que merecem
mais atenção pública e maiores referências
mediáticas.
Mas,
raramente nos é propiciado conhecer, através da
linguagem fria dos números, aquilo que os Portugueses pensam,
no concreto, acerca dos seus hospitais, centros de saúde,
farmácias, consultórios médicos e centros
de diagnóstico.
No
momento em que Portugal desenvolve um novo mandato legislativo
e governamental, entendeu a Ordem dos Farmacêuticos promover
um estudo nacional sobre a avaliação dos equipamentos
postos à disposição do sistema de Saúde.
Procuramos
assim contribuir para que todos nós que temos responsabilidades
no sector - como dirigentes, como prestadores ou como técnicos
- possamos tirar as devidas conclusões e proceder às
correcções que resultam da apreciação
pública.
O
estudo apresenta, portanto, conclusões absolutas, mas por
se ter entendido que seria interessante enquadrá-lo numa
base comparativa, optou-se por seguir a metodologia e o próprio
inquérito de um trabalho idêntico promovido em 1999
pela Fundação Antero de Quental e que, naquela ocasião,
foi devidamente tornado público.
Deste
modo, é possível registar a evolução
da avaliação pública dos serviços
prestados e mesmo, como se constata, da própria frequência
de utilização pelos utentes.
Cremos
que os elementos assim obtidos, e que deverão ser confirmados
no futuro, através de novos estudos, constituem matéria
para fundamentar as políticas do nosso sector, tendo em
conta a avaliação e o interesse dos Portugueses.
Assim
queiram aqueles a quem entregámos essa responsabilidade.
JOSÉ
ARANDA DA SILVA
BASTONÁRIO DA ORDEM DOS FARMACÊUTICOS
Junho de 2002
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